Chico Buarque

"Canta, canta uma esperança / Canta, canta uma alegria / Canta mais..."

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Saudade da Pimentinha

Herculano Neto (http://herculanoneto.blogspot.com/) é quem me avisa e a Wikipedia (ainda na semi-obscuridade) me mune: nesta quinta-feira, 19.º dia do mês de janeiro do ano da graça de Nosso Senhor de 2012, Elis Regina deixa-nos 30 anos mais saudosos, posto que há três décadas ela decidiu tomar o elevador. Recordar, então, é inevitável. Há coisa de 30 anos, eu comprei um dos últimos elepês gravados por Elis Regina, aquele que traz uma flor vermelha - uma orquídea despetalada! - na capa. "Elis, essa mulher" é o título desse disco, presenteado na ocasião a uma amiga muito querida. Era 1979 e eu fazia o segundo ano da faculdade de jornalismo, além de curtir a novidade de ser pai. Não demoraria muito, apenas três anos, para ficarmos órfãos de uma das vozes mais importantes da MPB de todos os tempos. Em certos momentos, ouvindo Maria Rita de olhos fechados é possível ter Elis de volta, mas logo o encanto se quebra quando lembramos que a mãe era muito mais capaz do escracho vocal que a filha, e que esses malabarismos com a voz não são mesmo para qualquer um. Elis, trinta anos depois, ainda faz muita falta.

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